Introdução

INTRODUÇÃO

 

Entre a mediação e a educação: criando laços, desfazendo nós

As relações da infância com as artes e a cultura visual contemporânea cada vez mais são intensas e complexas. Nas edições anteriores deste Congresso examinaram-se diferentes aspectos relativos à diversidade de maneiras em que arte, cultura visual e infância estão relacionadas. Esta edição pretende abordar os aspectos relativos entre a mediação educativa que implica a crescente atenção em torno das artes e da cultura visual na infância e vice-versa.

Este fenómeno engloba o que se conhece habitualmente no mundo das artes visuais como a rotação educativa, pondo em relevo pelo menos um par de questões: por um lado a consciência de que a ação artística acarreta uma dimensão formativa que talvez não tivesse suscitado previamente interesse suficiente. Por outro lado, e em consequência, a abertura de uma nova área de atividade para artistas, designers, ilustradores, editores infantis e instituições culturais que encontram nesta forma de perceber as artes um incentivo para renovar as suas propostas.

Nada escapa às transformações dos hábitos sociais, novas interações com a cultura que propiciam as tecnologias existentes atuais ou determinadas tendências pedagógicas que chegam hoje às escolas, tudo é fator muito importante para explicar esta nova forma de relacionar a infância com as artes e a cultura visual. Por esta razão, pensamos também que esta edição do Congresso não poderia retrair-se para tentar analisar a complexidade desta situação. Igualmente, também não poderíamos perder a oportunidade que nos oferece esta colaboração em contexto do congresso – um novo projeto cultural intimamente ligado a este fenómeno, como é Tabakalera Donostia.

Como início, é interessante notar que, especialmente em ambiente de museus e centros culturais, a mediação é o termo que tem por fim filtrar. Entende-se e é compreensível, que à luz desta reviravolta educacional das respectivas instituições as mesmas poder-se-ão ver como o elemento de vínculo entre a população e os produtores de cultura. No entanto, em ambientes pedagógicos tende-se a falar preferencialmente, sobre educação, dando ênfase à finalidade da atividade cultural que podemos exercer, em vez do papel que nela operamos. Esta discrepância terminológica é reflexo de posições e políticas culturais que são promovidas de cada âmbito institucional. Acreditamos que é importante abordar nesta edição do Congresso reflexões relacionadas com a concepção sobre a mediação, arte, cultura visual, a educação ou a infância que fundamentam as suas ações.

É interessante observar o fenómeno, também, do ponto de vista dos temas e assuntos nas propostas educacionais de mediação educativa: quem são os atores, a quem se dirigem, quem, ou, o que é excluído. A este respeito, não poderíamos subtrair assuntos de grande atualidade, como o debate sobre a identidade do(a) artista como educador ou do educador(a) como artista, assim como as questões que possam surgir sobre o lugar que ocupa a infância nas práticas da curadoria, na atividade dos museus, centros de arte ou nas propostas visuais que se estão a ser exploradas desde o mundo da ilustração.

Falar de mediação implica necessariamente observar cuidadosamente o tipo de processos que essa atividade gera e com esse motivo o Congresso oferece uma oportunidade para explorar o território das relações que podem estabelecer entre as instituições artísticas, propostas editoriais e instituições educativas. A divisão de papéis entre as instituições culturais e a escola, entre comissários, educadores de museus, ilustradores, artistas e professores envolve a coexistência de uma grande disparidade de estratégias educativas e perspectivas metodológicas em actos de mediação sobre as que convém lançar um olhar crítico. Por este motivo, estamos num momento em que é necessário tornar visível as experiências e práticas de mediação que estão tomando lugar neste contexto, tanto nos centros de arte, como nas escolas, como nos projetos editoriais ou nas atividades diárias de artistas e educadores. Tendo como objectivo de estar em melhor posição para avaliar as interações que se produzem entre todos os agentes nestas ações de mediação, avaliar os programas propostos, os processos que geram e os resultados que se alcançam.

 

Imanol Aguirre

Presidente do Comité Científico

 

A QUEM SE DESTINA?

  1. Professores de educação infantil e primária.
  2. Especialistas na arte e no âmbito da educação artística, incluindo artistas, professores (jardim de infância/ primária /secundária/ universidade), futuros professores, pesquisadores e outras pessoas com interesse pela educação artística.
  3. Educadores/as e medidores/as em centro de arte e serviços culturais.
  4. Especialistas na área da ilustração, incluindo artistas, editores e profissionais no âmbito da língua e a literatura.
  5. Especialistas na análise do mundo das imagens construídas para as crianças, incluindo profissionais ligados ao estudo da cultura visual e os meios de comunicação.

 

QUAIS SÃO OS EIXOS DE TRABALHO QUE SEGUE?

O congresso estabelece três temas de trabalho:

  1. Reflexão, junto com um grupo de especialistas convidados, sobre os temas de abordagem.
  2. Divulgação e contraste experiências e pesquisas de e entre os assistentes, sobre os temas abordados.
  3. Realização de workshops com especialistas.

QUE TEMAS TRATA?

Líneas temáticas

 

QUAL É O FORMATO DO CONGRESSO?

Formato do Congresso

 

QUAL É A METODOLOGÍA DE ORGANIZAÇÃO?

O congresso propõe a geração de espaços de intercâmbio e de trabalho colaborativo, evitando discursos unidirecionais.

Como se explicou, as conferências das reuniões plenárias complementar-se-ão com sessões de intercâmbio ou mesas redondas, nas quais as pessoas interessadas poderão estabelecer discussões com os/as palestrantes.

As mesas de debate estarão dirigidas por uma pessoa especialista nos diferentes âmbitos abordados que vai moderar as temáticas tratadas.

As oficinas de trabalho estarão dirigidas pelos/as especialistas que levá-las-ão a cabo.

Direciona

  • Universidad Pública de Navarra
  • Universidad del País Vasco – Euskal Herriko Unibertsitatea
  • Centro Internacional de Cultura Contemporánea. Tabakalera

Organiza

  • Grupo de investigación EDARTE
  • Departamento de Psicología y Pedagogía (UPNA)
  • Elkarrikertuz (UPV/EHU)
  • ARTikertuz (red de aprendizaje del profesorado en artes visuales y educación) EHU15/24
  • Departamento de Didáctica de la Expresión Musical, Plástica y Corporal (UPV/EHU)
  • Departamento de Pintura (UGR)
  • Grupo HUM-611 (UGR): Nuevos materiales en arte contemporáneo
  • Universidad de Granada
  • Departamento de Didáctica de la Expresión Musical, Plástica y Corporal (UGR)
  • Departamento de Comunicação e Arte (UA, Portugal)
  • Universidade de Aveiro (Portugal)
  • Núcleo de Investigación Cultura Visual, Educación y Construcción de Identidad (IENBA, Uruguay)
  • Instituto Escuela Nacional de Bellas Artes (Uruguay)
  • Universidad de la República (Uruguay)
  • Universidad de Barcelona
  • REUNI+D. Red Universitaria de Investigación e Innovación Educativa

Colabora

  • Ayuntamiento de Donostia – San Sebastián
  • Cultura Donostia
  • Donostia Turismo
  • Museo San Telmo
  • Biblioteca Municipal de Durango
  • Cursos de Verano UPV/EHU
  • Bitartean
  • Huarte

Patrocina

  • Fournier
  • Laboral Kutxa